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domingo, 22 de setembro de 2019

Em Defesa das Colectividades/ Associações de Almada "- Alerta de um Dirigente Associativo



A revolta de um dirigente associativo!

-Não é a primeira vez que leio, nas redes sociais, comentários absurdos, depreciativos, vazios de conteúdo e, sobretudo, ofensivos às colectividades/associações do concelho, sobretudo no que se refere à atribuição de subsídios às instituições.

As colectividades/associações fazem o trabalho que o Estado não tem como ou não quer fazer; um trabalho que satisfaz princípios que constam na Constituição e que são direitos dos cidadão. Convinha, se calhar, passar uma vista de olhos pelo art.º 73 da CRP.

"Alguma vergonha é o que se pede a alguns comentários feitos por alguns “miúdos” agora filiados em alguns Partidos Políticos em Almada e eleitos. Vergonha, sim, porque não têm respeito pelo trabalho que alguns fazem em prol da cidade. Não têm conhecimento nenhum nem a seriedade necessária para saber respeitar as pessoas e utilizam as redes sociais para colocarem publicações ou comentários pré-feitos pelos partidos que representam fazendo o papel de pombo correio".

"Pede-se contenção na linguagem , pois não pode valer tudo para denegrir pessoas e, às vezes, instituições que já cá estavam antes mesmos dos avós destes “miúdos” terem nascido". 

Aqui não defendo ninguém, defendo sim as instituições que, durante bem mais de um século, deram tudo de si para que quem não tivesse posses, pudesse ter cultura e, em alguns casos até, alfabetização.

Posso dar o exemplo da minha pessoa que, por vezes, faço 12 e 16 Horas de trabalho, para ter tempo extra de folga para dedicar o o meu tempo a uma instituição que serve a comunidade, fazendo o que estes “miúdos” nunca saberão fazer na vida - trabalho voluntario, sem nada receber. Sim! Sem nada receber, ao contrário do que estes “miúdos” acham que acontece ou que são ensinados a acreditar - que nestas instituições se ganha algo.

Directores são designações que são dadas, mas são na realidade pessoas que, após o seu horário de trabalho, ainda vão buscar forças para ajudar as actividades existentes e ainda ter ideias para concretizar mais iniciativas , seja para jovens, seja para pessoas de mais idade.

São estas instituições, e dou o caso da Incrível, que dão o melhor de si à comunidade e dou como exemplo o PROJECTO BORBOLETA, que leva às escolas música a crianças que, de outra forma, não conseguiam ter acesso.
É mais de século e meio, quase dois séculos de esforço, a trabalhar para que jovens tenham ensino musical e outras actividades como teatro, canto, desporto, a preços comportáveis ou mesmo gratuitos, porque na maioria dos casos as pessoas não têm posses financeiras para suportar tais custos.

 "Mais de século e meio de apoio a pessoas de idade, tentando criar acitividades com alguns “trocos” ao contrário do que estes “miúdos “ acham.

Relembro a estes “miúdos” que estas instituições,se falo no meu caso na Incrível Almadense, que foi criada por gente humilde e trabalhadora e que construiu a Incrível com as suas mãos e suor, com o saber da profissão de cada um. Assim se construiu uma grandiosa instituição que serve a comunidade há quase 171 Anos.

Quando falam e criticam os apoios,deviam ter vergonha porque na maioria dos casos,nem sequer chega para a despesa de actividades que deveria ser o próprio estado a assegurar,garantindo o bem estar dos seus cidadãos."


Sabem quanto custa um instrumento musical? 

"Então eu digo, os valores, consoante o instrumento, podem oscilar entre os 1200€ e os 5.000€; não são tostões! Por isso não utilizem estas instituições como alvo de critica, mas sim elogiem a sua actividade social".

Não ganho nada em servir a Incrível Almadense. Sabem quanto custou o site da Incrível Almadense? Eu digo: foi ZERO. Sabem quanto custa pintar uma parede numa instituição destas? Eu digo: custa O PREÇO DO BALDE DE TINTA porque o trabalho é feito por colaboradores e directores que nada recebem, pois foi e é esse um dos princípios com que esta grandiosa instituição se gere; pelas atitudes nobres. Por isso, alguns “miúdos”, e não só, deviam era ter vergonha na cara e nem sequer proferir o nome desta ou de outras instituições.

Não aceito, nem posso aceitar, comentários de gente que nem sequer sabe ou tem conhecimento.
Antes de falar, vejam o relatório de actividades da Incrível Almadense e relatório de contas e, após lerem, envergonhem-se por aquilo que proferem e que ofende muita gente que é séria e honesta.

Por isso cabe a estas instituições rectificarem o comportamento arrogante e irónico destes “miúdos”.

A Incrível Almadense tenta regenerar-se para trazer mais juventude; desde o site, aos cartazes e à própria atitude perante a comunidade, não fica parada no tempo.

Só peço atenção ao que se diz, pois quem profere estas insinuações depreciativas são, alguns, eleitos e pagos para defender os interesses da comunidade e não andar a denegrir as instituições.

Fernando Viana
Director da Incrível Almadense


sexta-feira, 10 de maio de 2019

SOCIEDADE FILARMÓNICA INCRIVEL ALMADENSE »» ESCLARECE SOBRE O AUMENTO DO VALOR DA RENDA DA SEDE DA INCRÍVEL




SOBRE O AUMENTO DO VALOR DA RENDA DA SEDE DA INCRÍVEL NOTA DE ESCLARECIMENTO DA INCRIVEL ALMADENSE
Primando pela transparência, vem a Incrível Almadense esclarecer os almadenses sobre o assunto-motivo desta nota de esclarecimento, para que a comunidade conheça os factos e, deste modo, se evitem especulações ou interpretações erróneas sobre o assunto.
Desde 1910 que a Incrível Almadense se sedia na Rua Capitão Leitão n.º 3, em edifício arrendado, que é composto pelo n.º 3-A (onde funciona o restaurante Fonte da Pipa); n.º 3-B (entrada do pavilhão gimnodesportivo); 1.º andar (onde funciona secretaria, sala de reuniões euma parte da sede social) e 2.º andar esquerdo (onde funciona sala de ensaios de coro e cavaquinhos e gabinetes da direcção).

Pelo arrendado e até Julho de 2018 a colectividade pagava uma renda de 13,46€. Cumpre-nos esclarecer que este valor foi acordado entre o antigo senhorio e a colectividade mercê da sua benemerência e sob a condição da Incrível Almadense fazer todas as obras de conservação e beneficiação do edifício. Assim, desde 1910 até à presente data, TODAS as obras realizadas (e foram avultadas) no edifício foram suportadas pela colectividade e com o acordo do anterior
proprietário.

Por outro lado, cumpre-nos também informar que, durante mais de 40 anos, várias Direcções (conforme podem atestar tanto ex como actuais corpos gerentes) tentaram adquirir o edifício.

Contudo, o anterior proprietário respondia sempre: “não se preocupem com isso. Vender é complicado porque são muitos herdeiros. Vocês fiquem descansados que não há problema nenhum. Vocês façam lá as obras que entenderem e não se preocupem. Eu nem me lembro daquilo e nem vos aumento a renda”. Tal afirmação foi feita a várias Direcções e podem ser confirmadas pelos dirigentes que
por elas passaram. Desta forma, cremos ter esclarecido o porquê do baixo valor da renda, pese embora reconheçamos que seria um valor obrigatoriamente a actualizar por ser completamente desajustado da realidade.

Falecido o antigo proprietário, os herdeiros do mesmo, no seu pleno direito legal, que de modo nenhum contestamos ou colocamos em causa, procederam à actualização extraordinária de rendas, a partir de Agosto de 2018. Até ser fixado o valor actual, ainda se agendaram reuniões com os actuais senhorios, pois relativamente ao 1.º andar e ao r/c 3-B há divergência e discordância de áreas em virtude dos senhorios considerarem ser sua uma área com cerca de 70m2 e que a Incrível considera ser de sua propriedade, estando a fazer-se um levantamento de documentação com vista à comprovação de que aquela área nos pertence, o que influencia, consequentemente, o valor das rendas ora fixado em 1367,45€.

Sendo incomportável o pagamento desta renda mensal, a Incrível Almadense tentou chegar a acordo com os actuais senhorios no sentido de entregar o 2.º andar esquerdo e pagar um valor mais reduzido pelos restantes espaços e comportável financeiramente para a colectividade – 600€ - responsabilizando-se, ainda, por realizar todas as obras que fossem necessárias, como o tem feito até à presente data. Contudo, não se chegou a acordo nesse sentido.

Assim sendo, não resta à Incrível Almadense outra solução senão a de encontrar meios de reduzir a despesa, passando, para já, pela entrega do 2.º Esq. Ao senhorio e criar condições para rentabilizar outros espaços de sua propriedade, nomeadamente o Salão de Festas e o pavilhão gimnodesportivo. É neste sentido que apelamos ao apoio autárquico. Ao contrário do que se tem comentado nas redes sociais, o nosso pedido de apoio não se prende com o pagamento de rendas, nem isso faria qualquer sentido, pois os apoios da autarquia não se destinam ao pagamento de despesas correntes mas sim ao desenvolvimento de actividades e criação de condições estruturais para aquele mesmo desenvolvimento.

Como é do conhecimento de muitos, o Salão de Festas da Incrível Almadense,sala emblemática, precisa de intervenção urgente para dirimir as deficiências graves que apresenta, de forma a poder ser rentabilizado e, desta forma, gerar receitas que cubram despesas, para além de constituir uma oferta de uma sala única para eventos do concelho e, inclusivamente, estabelecendo parcerias de uso com a autarquia.

Por outro lado, e face a vários comentários que têm surgido sobre “dinheiros” dos anos 80, esclareça-se que face à recusa do antigo proprietário em vender o edifício, a Incrível Almadense não esbanjou o dinheiro ou o gastou em “coisinhas”, como já lemos. Uma vez que a Incrível estava dotada de verba para comprar o edifício, face à recusa de venda, investiu na aquisição de outro imóvel, a saber o n.º 9 da Rua Capitão Leitão, onde funciona a Banda Filarmónica. E, tendo este edifício uma parcela vasta de terreno, aí construiu o seu pavilhão gimnodesportivo, inaugurado em 2/11/1985.

Contrariando a ideia de que é feita má gestão da colectividade, relembramos que a Incrível Almadense é uma colectividade sem fins lucrativos e com estatuto de utilidade pública. Não é uma empresa e o seu objecto não é a criação de riqueza e obtenção de lucro, embora, infelizmente, em termos legais seja tratada como se de uma empresa se tratasse.

O movimento associativo revela-se um complemento e, muitas vezes, um substituto do Estado no que concerne a deveres plasmados na própria Constituição da República Portuguesa. Ao Estado, de entre outras obrigações, compete cumprir, designadamente, o firmado no n.º 3 do art.º 73 da Constituição. Prendem-se esses deveres com as áreas social, de ensino, de cultura e desporto. As actividades que as colectividades desenvolvem são em prol da comunidade e de fácil acesso à mesma. 

Vincamos o forte papel de intervenção social.
Associações/Colectividades são, frequentemente, centros de dia de idosos (no nosso caso, cerca de 60 idosos passam a tarde na nossa sede social), onde os mesmos convivem, se entreajudam e têm um envelhecimento activo. São, ainda, coadjuvantes na educação e formação de crianças e jovens através das várias actividades que desenvolvem, tal como são agentes de sensibilização cívica. Pelo importante papel que representam na sociedade é fundamental e premente serem respeitadas e apoiadas pois, afinal de contas, são prestadoras de serviços ao Estado.

Notámos a estranheza de algumas pessoas pelo facto da Incrível Almadense não ter 1367,45€ mensais para satisfazer o pagamento das rendas. Talvez se dermos alguns exemplos percebam o porquê: só do 1.º andar, onde funciona a sede social, pagamos 500€ mensais de electricidade; só em seguros dos edifícios, pagamos 2.000€ anuais; um instrumento musical pode custar até 5.000€; a reparação de uma flauta custou-nos, por exemplo, 344€; uma farda
da banda, completa, custa 150€; uma lâmpada para um projector de palco (que se fundem facilmente) custa 25€.

Perguntarão alguns: E as receitas? Pois não esqueçamos os fins das colectividades – sem fins lucrativos e de utilidade pública. Por isso acolhemos o Programa alma Sénior, por exemplo, que funciona no pavilhão gimnodesportivo dois dias por semana e tem um retorno de 1.200€ anuais. Temos uma escola de música que funciona num modelo de “mini-conservatório” em que os alunos pagam 25€ mensais. Temos um coro, um grupo de cavaquinhos e um grupo de teatro em que não há pagamento de mensalidades. E, juntando a isso, as nossas actividades têm uma forte intervenção social: a nossa escola de música, apoiada pela União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas implementou o projecto musical “Borboleta” na escola básica Rogério Ribeiro, levando a música e o seu ensino a um meio de crianças desfavorecidas que, de outro modo, não teriam a possibilidade deste contacto com a música, comprovadamente tão importante no seu desenvolvimento.

Os nossos grupos de cavaquinhos, teatro e coro deslocam-se a lares, escolas e centros de acolhimento levando cultura a quem também a ela tem direito mas que, por força das circunstâncias ou impossibilidade não a usufruem nos equipamentos culturais da cidade. E outros mais exemplos
poderiam ser dados.

Portanto, para quem desconhecia esta realidade, esperamos ter esclarecido.

A Incrível tem as portas abertas à comunidade. 

Venham conhecer o nosso trabalho e esclarecer dúvidas que tenham.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

S.O.S »» S. F. INCRIVEL ALMADENSE PODERÁ TER QUE ABANDONAR O EDIFICIO SEDE


Os novos herdeiros do edifício,onde está instalada a Incrível Almadense, notificaram a coletividade que a sua renda ia ser atualizada, para valores imagináveis  e insustentáveis para as posses  financeiras da coletividade almadense, alegando há muitos anos que não sofria qualquer aumento.

Essa situação começou a ganhar contornos, após a morte do seu principal proprietário, e, foi o que veio a acontecer,com os novos herdeiros,ao quererem atualizar a respetiva renda,por valores incomportáveis para uma coletividade,a mais antiga de Almada.

Em outubro de 2018, a Incrível comemorou os seus,170 anos de vida, e, que ao longo de um século, zelou pela conservação do património,do respetivo edifício,com  várias intervenções de conservação e outras de construções.

A concretizar-se,será uma machadada,no Movimento Associativo e parte da história deste Baluarte do do Movimento Associativo que é a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

Todos estamos lembrados dos anos da TroiKa, em que a governante Assunção Crista,do CDS,promulgou o decreto do aumento das rendas e que face a isso,muitas injustiças têm se  verificado. 

Consulte a História da Incrível AQUI